sábado, 28 de agosto de 2010

Eu sou só um filme esquecido
No canto do teu desprezo
De canto de olho me nega
E me percorre sem que eu veja
No canto da tua vergonha.

A minha paixão ameaça
Bagunçar teu coração enregelado
Perdido, deitando em tantos braços
Ninhos diferentes, pouso raso
Sem jamais neles se derreter

A cara do meu desejo
É a tua piada
Talvez, pra que não sucumba
Ah, você sabe como é bom...

Aperta minha cabeça
Tua presença tão perto

Te quero com ódio
E não entendo
Consegue ser doce, mas é vadio
Ah, meus hormônios em fúria
Nós dentro da cabeça
Confusão, cio

Só ela, a mulher
Que não quer te entender, nem te aceitar
Só provar do teu corpo noite adentro

E depois...
Quem sabe de nós depois?
A mulher e o homem
Correndo soltos o mundo
Conhecendo outros pousos
E outras moradas
Fêmea que só quer ser saciada
Mais nada.

Ah, quanto desprezo nesse olhar
Mas me tome, pode entrar
Vou esquecer quem sou
Virar do avesso
E me dar só até onde você mercer
Tato. Também tenho minhas armas.
Não me importo, deixe-me gozar agora.

E depois
Quero muitos voos
Não vou deixar pesar
Passe, meu bem. Pode passar
Entre, saia e saiba teu lugar.

Estou aqui, toda da vida
Pra dança que ela quiser
Me leve, não pense
Só dance essa música comigo

E depois
Vou esmagar, enregelada
Qualquer lembrança vadia
Que me deixe morna e saudosa de ti.

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